sábado, 28 de agosto de 2010

ABERRAÇÃO NUCLEAR

Ativistas na Alemanha projetaram uma mensagem em uma torre da usina nuclear de Emsland. Dizia: "Energia nuclear é uma aberração, senhora Merkel". O texto é direcionado à chanceler alemã Angela Merkel, que visitava a usina.
A maioria dos alemães é contra a energia nuclear, demonstrando constantemente sua oposição através de históricas manifestações coletivas, que já reuniram centenas de milhares de pessoas no país.
Em 2002, uma lei foi aprovada declarando que todas os reatores seriam desligados até uma vida útil de 32 anos. Merkel ameaça rever a lei, estendendo a vida dos reatores e indo de encontro à opinião pública.
O Greenpeace realizou o protesto para pedir à chanceler que não estenda o tempo de operação dos reatores, respeitando a lei de 2002.

POST TIRADO DO SITE DO GREEN PEACE

FALTOU LUZ

Ativistas do Greenpeace subiram hoje a rampa do Palácio do Planalto para entregar um painel solar, esquecido durante a reforma do edifício, e uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presente é uma lembrança para que o governo invista em energias renováveis no país e articule a aprovação do projeto de lei 630/03, conhecido como Lei de Renováveis, em tramitação no Congresso.
O assessor direto da Presidência Júlio Cézar Bersot recebeu o coordenador de campanha do Greenpeace André Amaral e prometeu que entregaria os presentes a Lula, que voltou a trabalhar hoje no local.
Durante o protesto, ativistas abriram faixas com a mensagem “Seu palácio, nosso futuro. Faltou solar na reforma do Planalto” e carregaram um painel solar rampa acima, até serem barrados pelos guardas da Presidência.
Símbolo da modernidade de Brasília, o Palácio do Planalto sofreu nos últimos 16 meses uma reforma que consumiu mais de R$ 100 milhões do dinheiro do contribuinte. Mas a modernidade do edifício se resume apenas à arquitetura. Nem um centavo da reforma foi investido em uso de energia renovável no local de trabalho do presidente da República. O Sol inclemente típico de Brasília, sentido na pele pelos ativistas e pela imprensa em peso que acompanhou a manifestação, foi mais um sinal de que a luz poderia ter sido muito bem aproveitada na construção.
Eis o que diz a carta a Lula:
Excelentíssimo presidente, 
A reforma do Planalto veio em boa hora. O palácio estava mesmo precisando de obras. Quando foi construído, 50 anos atrás, ele era um ícone da modernidade e de um Brasil que vislumbrava um futuro. Essa vocação do edifício seria reafirmada de modo inequívoco se o senhor tivesse recomendado aos responsáveis pela obra a instalação de painéis solares, lembrando aos brasileiros sobre a importância dessa energia de fonte renovável, aliás a que tem o maior potencial ainda não explorado no país. 
Incorporar painéis solares ao centro do Poder no país funcionaria como uma forte sinalização de que o Brasil trilhará o caminho do desenvolvimento com um olho novamente voltado para o futuro, crescendo, mas com responsabilidade ambiental. Além disso, os painéis o ajudariam a reduzir a conta de luz do Planalto. Sabemos disso por experiência própria. O Greenpeace instalou painéis solares no teto de seu escritório em São Paulo e seu gasto mensal com eletricidade caiu entre 20% e 30%. 
E quando nossas instalações não estão sendo utilizadas, nos fins de semana por exemplo, a energia gerada não é desperdiçada. Ela é jogada na rede que abastece a cidade – uma pequena contribuição nossa para limpar a energia que abastece o maior centro urbano do Brasil. 
O país pode dar uma lição ao mundo e ser a primeira nação que sustenta inteiramente seu crescimento econômico com energias renováveis. Não falta tanto para termos uma matriz 100% renovável. Para completar os 20% restantes, é preciso investir na energia do sol e do vento, fontes que, como a água, o país tem de sobra. É uma pena que o senhor tenha perdido a oportunidade de dar aos brasileiros e ao mundo um grande exemplo. 
Mas nunca é tarde para corrigir um esquecimento. Se não no Palácio do Planalto, no Congresso, onde tramita desde o ano passado o projeto de lei 630/03, conhecido como Lei de Renováveis, que prevê incentivos para a geração renovável, de portes e fontes diversas. Aprovar essa lei ajudará a direcionar a nação para um futuro limpo, substituindo os investimentos em fontes sujas feitos nos últimos anos. 
PS: Infelizmente o presente é importado. Da próxima vez esperamos que o painel solar seja produzido no Brasil.
Greenpeace

POST TIRADO DO SITE DO GREEN PEACE BR. 

VENTO A FAVOR

Governo, empreendedores e distribuidoras do setor de renováveis estiveram reunidos entre os dias 25 e 26 de agosto em uma negociação pelo futuro da nova energia ofertada para o Brasil nos próximos três anos. O resultado final dos dois dias de leilões de energia pode colocar o Brasil na lista dos dez países do mundo com maior capacidade instalada de eólicas na matriz elétrica. 

Às 71 usinas contratadas no leilão de energia eólica do ano passado, somaram-se outras 70, com maior potência total de geração de energia. O preço médio de contratação ficou em R$130,86/MWh o que consolida eólica como a segunda fonte mais barata do país. Participaram também pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com sete usinas vencedoras, e térmicas à biomassa, com doze. As térmicas fósseis, presentes nos leilões anteriores, onde foi negociada a energia que hoje suja a matriz elétrica nacional, felizmente ficaram de fora.

“O Brasil tem potencial de se tornar um país totalmente renovável. A energia hidrelétrica tem limitações para o crescimento, por conta dos seus impactos sociais e ambientais”. diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia. “Já a eólica tem toda a sua expansão pela frente. No Brasil, venta o suficiente para produzir até 300 mil MW de energia, o que seria mais do que suficiente para abastecer todo o país”. 

A disputa entre os empreendimentos terminou com a  contratação de 2.892,8 MW de potência, cerca de 2% da matriz elétrica atual do Brasil, ou mais do que duas usinas de Angra 2 somadas, a um preço médio de R$133,56 por MWh. Apesar do bom desempenho de eólicas, o preço médio negociado foi insuficiente para contratar números mínimos de usinas de biomassa e PCHs.   

Ainda assim, o resultado sinaliza boa vontade do governo em promover o desenvolvimento da indústria de renováveis no país. “Os leilões deste ano reforçam a tendência de desenvolvimento e há compromisso de que venham a ser mais freqüentes”, conclui Baitelo. 


POST TIRADO DO SITE DO GREEN PEACE BR.

AINDA TEM CARNE SUJA NA MESA

Às margens da BR-163 e nas beiradas do Arco do Desmatamento, a Floresta Nacional do Jamanxim, no Sul do Pará, está sob proteção oficial desde 2006. Mas, passados quatro anos, isso não impediu que a área de 1,3 milhão de hectares continuasse ameaçada. Em sobrevoo pela região na última semana, ativistas do Greenpeace constataram que os velhos problemas continuam por ali. E têm nome: gado, queimadas e ocupações irregulares de terra.
De acordo com monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Flona de Jamanxim passou o mês de agosto liderando a lista de unidades de conservação com mais queimadas na Amazônia: foram mais de 800 focos registrados. A equipe cruzou as coordenadas dos incêndios com dados do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) e percebeu uma clara associação entre fogo e áreas de expansão da pecuária.
Prática antiga na agricultura brasileira, as queimadas servem para renovar o pasto e limpar áreas recém-desmatadas a um custo baixo. “Encontramos grandes focos. Na região da BR-163, o fogo começou no pasto e já atingiu a floresta. E a mesma coisa acontece no Norte de Mato Grosso”, conta Paulo Adario, diretor da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
Encravada numa das principais fronteiras de avanço do agronegócio, a Flona do Jamanxim foi criada para conter o desmatamento que avançava por suas bordas. A unidade é uma área de proteção integral, sendo ilegais quaisquer atividades econômicas em seu interior.
Em meados de 2009, o então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou em altos brados a Operação Boi Pirata II, que iria coibir a criação de gado principalmente dentro de áreas protegidas. À época, mil cabeças de gado foram tiradas do Jamanxim. Mas hoje, segundo o Sindicato Rural do município de Novo Progresso – onde se encontra a Flona – pelo menos 100 mil cabeças continuam pisoteando a área, como mostram as imagens documentadas pelo Greenpeace.

POST TIRADO DO SITE DO GREEN PEACE BR.

domingo, 15 de agosto de 2010

Protesto contra o vazamento de petróleo.


Greenpeace protesta em São Paulo contra vazamento da BP
Desde o início do vazamento de óleo nos Estados Unidos, o escritório do Greenpeace no país acompanha de perto o desastre, apoiado por outros escritórios da organização pelo mundo. Na semana passada, foi a vez do Greenpeace Brasil se manifestar contra a atuação da BP.


Ativistas do Greenpeace simularam um vazamento de óleo em frente ao escritório do grupo BP em São Paulo. O protesto criticou o desastre ambiental provocado pela explosão de uma plataforma de petróleo da empresa no Golfo do México. Criticou também os riscos de continuar a investir em energias fósseis - o que demanda ir cada vez mais longe e mais fundo para encontrá-lo.
A ação simulou um derramamento de óleo utilizando quatro barris cheios com uma substância preta - mistura de farinha com tinta não tóxica e lavável - onde foram jogados bichos marinhos de pelúcia, em referência à fauna ameaçada no Golfo. Uma placa que dizia “BP hoje, pré-sal amanhã” foi afixada para pontuar os perigos de se explorar petróleo em alto mar. Atualmente, essa tecnologia é inédita e os riscos de acidentes a 7 metros de profundidade são imprevisíveis.

Mandado por eMail pela equipe Greenpeace.